
Franz Joseph Weissmann (Knittelfeld, Áustria 1911 - Rio de Janeiro RJ 2005).
Escultor, desenhista, pintor e professor.
Em 1921, desembarca no Brasil com a família, e fixam-se no interior de São Paulo, no ano de 1927 transfere-se para capital Paulista. A família novamente se transfere, dessa vez para o Rio de Janeiro em 1929, começa neste período o curso preparatório para a Escola Politécnica, paralelamente trabalha com sue irmão Fritz, na fabrica de carrocerias de ônibus fundada por seu pai.
O ano de 1933, é de descobertas, passa a visitar freqüentemente Belo Horizonte, onde em 1937 monta seu primeiro ateliê, recebendo neste período várias encomendas para executar bustos e mausoléus de personalidades públicas.
No Rio de Janeiro, entre 1939 e 1941, frequenta cursos de arquitetura, escultura, pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes (Enba).
De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição com August Zamoyski (1893-1970). Em 1945, transfere-se para Belo Horizonte, onde ministra aulas particulares de desenho e escultura.
Três anos depois, Guignard (1896-1962) convida-o a lecionar escultura na Escola do Parque, que mais tarde recebe o nome de Escola Guignard.
Inicialmente, desenvolve uma obra pautada no Figurativismo.
1947 casa-se com Neuza Bezerra com quem tem dois filhos, Waltraud e Manfrid.
A partir da década de 1950, gradualmente elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas, submetendo-as a recortes e dobraduras, utilizando chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha.
Integra o Grupo Frente, em 1955. No ano seguinte, volta a residir no Rio de Janeiro e participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1957.
É um dos fundadores do Grupo Neoconcreto, em 1959. Nesse ano viaja para a Europa e o Extremo Oriente, retornando ao Brasil em 1965.
Na década de 1960, expõe a série Amassados, elaborada na Europa com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo.
Posteriormente volta a aproximar-se das vertentes construtivas. Nos anos de 1970 recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, Bélgica, e da Bienal de Veneza.
Realiza esculturas monumentais para espaços públicos de diversas cidades brasileiras, como na Praça da Sé, em São Paulo; no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro; e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
1911 - Knittelfeld, Áustria
2005 - Rio de Janeiro - Brasil

1948 - Rio de Janeiro RJ - 54º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de prata em desenho
1949 - Rio de Janeiro RJ - 55º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - 1º prêmio em desenho
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA - Prêmio Matarazzo de Escultura
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados