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Galeria Ipanema: 50 anos de arte – Parte I

Galeria Ipanema: 50 anos de arte – Parte I

Galeria Ipanema: 50 anos de arte – Parte I

A mais longeva galeria brasileira em atividade, espaço carioca inicia as comemorações de seus 50 anos com exposição que reúne alguns nomes que marcaram sua história.

A Galeria de Arte Ipanema comemora 50 anos de atividade, e irá celebrar a data com as exposições “50 anos de arte: Parte I” e “50 anos de arte: Parte II”, a primeira de 2 de setembro a 17 de outubro, e a segunda de 17 de novembro a 12 de dezembro de 2015. O estande da galeria na ArtRio, de 9 a 13 de setembro, também integrará as comemorações.

Fundada por Luiz Sève, a mais longeva galeria brasileira iniciou sua bem-sucedida trajetória em novembro de 1965, em um espaço do Hotel Copacabana Palace, com uma exposição com obras de Tomie Ohtake e Manabu Mabe, entre outros. Até chegar à casa da Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, passou ainda por outros endereços, como o Hotel Leme Palace, no Leme, e a Rua Farme de Amoedo, já em Ipanema. Paralelamente a sua ação no Rio, manteve entre 1972 e 1987 um espaço na Rua Oscar Freire, em São Paulo, projetado por Ruy Ohtake.

Para a exposição “50 anos de arte: Parte I”, a Galeria Ipanema irá homenagear os artistas Tomie Ohtake (1913-2015) e Hélio Oiticica (1937-1980), com uma seleção de dez obras de cada um, feitas nas décadas de 1950 e 1960, pertencentes a acervos particulares e ao Projeto Hélio Oiticica. Os dois artistas, de grande importância na história da arte brasileira, integraram exposições ao longo da trajetória da Galeria.

O estande da Galeria Ipanemana ArtRio também comemorará os 50 anos de atividade,e  terá trabalhos do venezuelano Carlos Cruz-Diez, um dos grandes nomes da arte cinética, artista representado pela Galeria, além de obras de Jesús Rafael Soto, Victor Vasarely, Sérgio Camargo, Lygia Pape, Maria Leontina, Milton Dacosta, Portinari,  José Panceti e Tomie Ohtake.

A Galeria Ipanema foi uma das precursoras a dar visibilidade ao modernismo, e representou por muitos anos, com uma estreita relação, os artistas Volpi (1896-1988) e Di Cavalcanti (1897-1976), e realizou as primeiras exposições de Paulo Roberto Leal (1946-1991) e Raymundo Colares (1944-1986).

ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Sua história se mistura à da arte moderna e sua passagem para a arte contemporânea, e um dos mais importantes artistas cinéticos, o venezuelano Cruz-Diez (1923), é representado pela galeria, que mantém um precioso acervo, fruto de seu conhecimento privilegiado de grandes nomes como Hélio Oiticica, Ivan Serpa, Lygia Clark, Sérgio Camargo, Jesús Soto, Mira Schendel, Guignard, Pancetti, Portinari, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Lygia Pape, Amelia Toledo, Milton Dacosta, Maria Leontina, Dionísio del Santo, Antônio Bandeira, Heitor dos Prazeres, Vasarely, Rubens Gerchmann, Nelson Leirner, Waltercio Caldas, Franz Weissmann, Ângelo de Aquino, Geraldo de Barros,  Heitor dos Prazeres, Joaquim Tenreiro e Frans Krajcberg. Dos artistas trabalhados pela galeria, apenas Portinari (1903-1962) e Guignard (1896-1962) já haviam falecido antes de sua inauguração.

Atualmente Luiz Sève dirige a galeria ao lado de sua filha Luciana, no número 173 da Rua Aníbal de Mendonça, até finalizar a construção do espaço que tem projeto arquitetônico assinado por Miguel Pinto Guimarães, previsto para 2016, no endereço original que ocupou desde 1972, na quadra da praia da mesma rua.

FONTE DE PRAZER

Nascido em uma família amante da arte, Luiz Sève aos 24 anos, cursando o último ano de engenharia na PUC, decidiu em 1965 se associar à tia Maria Luiza (Marilu) de Paula Ribeiro na criação de uma galeria de arte. Outro tio, o pneumologista Aloysio de Paula (1907-1990), médico de Guignard, havia sido diretor do MAM, no final da década de 1950. Com a ajuda de Luiz Eduardo Guinle e de sua mãe, dona Mariazinha, a Galeria de Arte Ipanema instalou-se em 1965 em um dos salões do Hotel Copacabana Palace, passando depois para o térreo, na Avenida Atlântica, onde permaneceu até 1973. Ainda jovem, passou a trabalhar no mercado financeiro, mas é na galeria que encontra sua “fonte de prazer”. Uma característica de sua atuação no espaço de arte é “jamais ter discriminado ou julgado ninguém pela aparência”. São várias as histórias de pessoas que pedem para entrar e apreciar o acervo, e estão vestidos de maneira simples ou até desleixadas, e acabam “comprando muita coisa”. “Há o componente sorte também”, ele ressalta, dizendo que já teve acesso a obras preciosas por puro acaso. Dentre seus clientes, passaram pela galeria também figuras poderosas como o banqueiro e mecenas da arte David Rockefeller, e Robert McNamara, secretário de defesa do governo Kennedy.

GALERIA DE FOTOS

Hélio Oiticica - Grupo Frente (GFR 035) - Guache sobre cartão - 47,3 x 46 cm - 1955

Hélio Oiticica - Grupo Frente (GFR 035) - Guache sobre cartão - 47,3 x 46 cm - 1955

Hélio Oiticica - Metaesquema 225 – Proj. HO nº 505 - Guache sobre cartão - 26 x 42 cm - 1958

Hélio Oiticica - Metaesquema 225 – Proj. HO nº 505 - Guache sobre cartão - 26 x 42 cm - 1958

Tomie Ohtake - Sem Título - Óleo sobre tela - 73 x 60 cm - 1971

Tomie Ohtake - Sem Título - Óleo sobre tela - 73 x 60 cm - 1971

  • Hélio Oiticica - Grupo Frente (GFR 035) - Guache sobre cartão - 47,3 x 46 cm - 1955
  • Hélio Oiticica - Metaesquema 225 – Proj. HO nº 505 - Guache sobre cartão - 26 x 42 cm - 1958
  • Tomie Ohtake - Sem Título - Óleo sobre tela - 73 x 60 cm - 1971

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